March 25, 2005
Camelinho da Páscoa,
que trazes pra mim?

"I find Hollywood really toxic"
Rachel Weisz é mais uma dessas atrizes lindíssimas que só fazem filme horrível – como sabem os meus dois fiéis leitores, elas sempre foram o meu ponto fraco. (Um deles.) Pra sorte da moça, o pai húngaro e a mãe austríaca legaram a ela uma beleza agressiva, completamente Mitteleuropa: olhos intensos, um rosto que oscila com facilidade entre inocência e Kama Sutra. Muitas vêiz azarada em termos de companhia masculina na tela –Keanu Reeves, Brendan Fraser e, no mesmo filme, os dois caras mais mão-mole do cinema moderno, Jude Law e Joseph Fiennes-, dona Weisz é uma daquelas atrizes que justificam fazer porcarias como Constantine e os filmes da franquia A Múmia alegando que a grana que faturam permite que se dediquem aos independentes, no tempo que lhes resta.

Rachel Weisz (1971- )
Longe de mim querer chover na parada da dona Weisz, mas os independentes que ela faz costumam ser ruins de doer, talvez até piores do que as Múmias (que pelo menas oferecem a luminosa presença de Dwayne “The Rock” Johnson, o terceiro melhor ator do universo). Pra não dizer que não recomendo nenhum dos filmes da moça, cês podem tentar Io Ballo da Solla, do charlatão Bertolucci, que no mínimo oferece momentos, er, cândidos de Weisz e Liv Tyler (infelizmente não juntas). Ou, já que sou fã do Michael Winterbottom, posso marromenos recomendar I Want You, um noir não esquemático que quase, quase dá certo. Deixo-vos com as sábias considerações da bela sobre camelos: “Não tenho empatia nenhuma por camelos. Não gostei nem um pouco de sofrer abusos de parte dessas criaturas horrendas, horrendas, horrendas, no Oriente Médio. Eles não gostam de gente”. O to be the hump between those thighs, como diria meu primo Abdullah McNasty, camel driver to the stars.