November 30, 2004

 

Tara, vício, fetiche e agentes inteligentes


Batendo o martelo

Preliminares: no Estado de Andhra Pradesh, Índia, o governo está distribuindo uma camisinha grátis com cada garrafa de bebida alcoólica vendida. A idéia é juntar a sede com a vontade de comer, ou algo assim. Uncle Filthy, cujo strike rate é sempre infinitesimal, gostaria de propor ao Presidente Nove-Dêdo o programa reverso pro Brasil: nêguinho compra um pacote de Giltex, a camisinha ministerial, e ganha uma garrafa da branquinha. Pra garantir que ao menos um dos dois itens seja usado.

Conto de fodas: Em Dresden, Samira, 22, a cantora que interpretava Branca de Neve no festival natalino da cidade, foi demitida pelo prefeito por ter posado nua em uma banheira para uma revista de, er, boas festas. Dietrich, Günther, Siegried, Reiner, Franz, Wilhelm e Hervé Villechaize, os sete anões do espetáculo, escaparam impunes, porque a banheira aparentemente estava cheia.

With a little help from Anatel: Não podia faltar a Land of Oz e, down under, um sujeito que se alega depressivo e viciado em sexo pelo telefone (quite painful, eh, what?) foi dispensado pelo ombudsman das telecomunicações de pagar os 10 mil dólares em contas incorridas na prática do “ai, como era grande”, er, oral. Que levante a palma peluda quem nunca discou por amor.

Pornoaquê, quero aqui: Em Edimburgo, organizações feministas que certamente não têm uma loucinha pra lavar estão protestando contra a prefeitura por ter permitido a instalação do Pornaoke Lounge, um clube niquiq os marmanjos bebem e improvisam diálogo e trilha sonora para vídeos pornô. O clube, que se reúne quinzenalmente, permite aos rapazes exibir sua criatividade inventando falas e efeitos sonoros para clipes eróticos de 30 segundos, nos quais, aliás, as partes pudendas aparecem encobertas pela saudosa bolinha preta que dona Solange inventou. Infelizmente, as escocesas não querem topar com marmanjo saindo bêldo do pornaoquê e tentando um improviso com elas no double-decker:It’s pure titillation and I dread to think what could occur when these gentlemen leave the premises”. Especialmente se eles estiverem vestidos de entregadores de pizza.

Sticky fingers: Já o meu querido New York Post abrilhantou o final de semana com matéria que propugna que as mina se viciam em pornografia tanto quanto os mano, aduzindo que 28% dos usuários de sites pornô são mulé (dados da Nielsen/NetRatings para outubro). Philip Recchia, o Bob Woodward do sexo suburbano, relata a história de dona Lori, 37, que perdeu o marido porque esperava o sujeito ir dormir e saía pela Internet slurpando virtualmente. Recchia conta que o casamento acabou quando o marido apanhou dona Lori em “flagrante e-licto”. Go, Phil.

Dou-lhe uma, dou-lhe duas, dou-lhe sete anos: se fetiche é seu nome do meio, dia 10 de dezembro vai a leilão o sketch original daquele famoso vestido branco que Norma Jean usou em The Seven Year Itch. O croquis, de autoria do estilista (Billy) Travilla, o perene favorito da atriz, será colocado à venda com outros itens de memorabilia hollywoodiana, incluindo a única foto autografada da mocinha ao natural.

Agentes inteligentes, executivos nem tanto? Robert J. Stevens, presidente da Lockheed, explica o que sua empresa pode fazer pra ajudar Bush Jr. a escapar do imbroglio no Iraque, dizendo que “we’ve now created policy options where you can elect to put a human in or you can elect to put an intelligent agent in place”. Viram? Pra certas missões agora se pode escolher entre um ser humano e um agente inteligente. O que explica a ascensão de Schwarzenegger. E o barbeiro do Donald Trump.

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